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Reinvenção de negócio: maior rede de postos da China recebe estação para swap de baterias NIO

Estação instalada em posto de Pequim marca parceria entre NIO e petrolífera chinesa Sinopec

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A estação para troca de baterias (swap) NIO instalada no posto Sinopec é de 2ª geração, os motoristas podem realizar as trocas com apenas um clique de dentro do carro – Foto Divulgação NIO

Quinta-feira, 15 de abril, marcou a abertura de novas possibilidades para negócios no ecossistema da mobilidade elétrica. Pequim inaugurou a primeira estação de trocas de baterias NIO em postos Sinopec. Pedra fundamental da parceria entre a startup e a petrolífera chinesa, que contempla ainda iniciativas como pontos de recargas ultrarápidos, vendas de veículos e desenvolvimento de materiais.

A vantagem do sistema de troca de baterias (swap) frente aos vários minutos das recargas rápidas por cabo é evidente: o motorista estaciona o carro sobre a plataforma, e num tempo parecido ao abastecimento dos modelos a combustão está com o veículo totalmente recarregado.

Mas o benefício teórico mostrou-se de difícil execução. Diferentes empresas, inclusive Tesla, tentaram e abandonaram a abordagem. As razões mesclaram complexidade, altos custos e até suposta falta de interesse dos consumidores.

Swap chinês

Empresas chinesas como BAIC e Kandi provaram a troca viável. E NIO incorporou o método ao negócio com o BaaS (Battery as a Service). Ao optar pelo serviço, clientes da marca têm o valor do veículo reduzido na compra, e pagam uma tarifa mensal fixa pelas trocas.

Ao incorporar a solução às operações, NIO alcançou objetivo almejado pelas montadoras a fim de expandir receitas numa indústria com modelo de negócios transformado: tornar clientes fonte recorrente de capital.

Ademais, o BaaS elimina uma das barrerias para atrair novos clientes: consumidores receosos de eventuais problemas nos conjuntos de baterias, dos custos decorrentes para reparos, e dos riscos associados a falhas. O modelo assegura conjuntos sempre em condições ideais.

Para completar, conforme as trocas de baterias ganham escala, NIO expande o entendimento técnico relacionados ao uso das baterias, assim como os hábitos dos clientes. Vantagens competitivas relevantes numa indústria cada vez mais guiada por dados.

A parceria entre NIO e Sinopec aumenta a dimensão das trocas de baterias. Torna o BaaS uma possível alternativa (entre outras) para a reinvenção dos postos de combustíveis, face o crescimento inexorável da eletrificação.

Menos petróleo, mais fontes limpas

O presidente da Sinopec, Yuzhuo Zhang, tornou clara a transição em curso na empresa. A meta é instalar 5.000 pontos de recargas e estações de trocas de baterias. A fim de acelerar a transformação da Sinopec da venda de produtos à base de petróleo para uma empresa de energia integrada, fornecedora de petróleo, gás, hidrogênio, eletricidade e negócios livres de petróleo.

Na visão de William Li, CEO da NIO, a colaboração entre as duas empresas proporcionará melhor experiência de recargas aos usuários. E percebe o comprometimento da Sinopec com energias limpas como impulso aos consumidores para migração dos veículos a combustão para os elétricos.

Além da inovação de NIO, e da capilaridade da Sinopec com a maior rede dos postos da China, há outro incentivador de estatura simpático às trocas: o governo chinês. Ano passado, o governo reconheceu as trocas (swap) como parte da infraestrutura necessária para disseminar a eletrificação. E num país no qual frequentemente negócios perpassam o Estado, significa uma espécie de sinal verde para empreitadas do gênero.

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