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Zeus fecha acordo para entregar primeiros caminhões este ano em segmento avaliado em US$ 8 bilhões

Com primeiro protótipo funcional apresentado em janeiro, startup americana desenvolveu chassi modular adaptável a diferentes propósitos

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Wayne Kugel, CEO, e Bob Grinstead (porta), fundador, junto ao primeiro protótipo funcional da Zeus apresentado em janeiro deste ano – Foto: Divulgação Zeus

Os carros concentram a atenção quando o tópico são startups de mobilidade elétrica. Porém, a disseminação da propulsão elétrica se dará de forma mais acelerada em outro segmento: os veículos comerciais.

Frotas de veículos comerciais percorrem rotas praticamente iguais diariamente. Assim, podem ser recarregados à noite nas empresas e colocados para rodar na manhã seguinte. Dispensando infraestrutura pública para recargas durante a operação.

Ademais, a energia elétrica confere maior previsibilidade de custos comparado aos combustíveis fósseis. E a menor quantidade de peças móveis dos elétricos reduz frequência e valores das manutenções.

Ainda há a questão ambiental: diversos governos assumiram compromisso em incentivar veículos elétricos, e até restringir a circulação de modelos a combustão ao longo da década. E com caminhões respondendo por parte significativa das emissões – transporte representa 28% das emissões dos Estados Unidos e caminhões médios e pesados 23% deste percentual, o segmento tornou-se propício à eletrificação.

O que resultou no surgimento de diversas startups de veículos comerciais elétricos. Dentre as quais, a americana Zeus Electric Chassis. Fundada em 2018, a startup desenvolve chassis elétricos modulares para caminhões médios e pesados, facilmente adaptáveis a diferentes carrocerias e propósitos. Dentre as categorias às quais propõe-se atender, uma recebe atenção especial: veículos para serviços – manutenções de redes elétricas, guinchos etc.

Para dimensionar o mercado em mira, Zeus utiliza projeção baseada nos veículos elétricos comerciais necessários para atender a demanda do segmento face às futuras restrições impostas aos modelos a combustão por governos de estados americanos: US$ 8 bilhões em 2030. Dados da NTEA (Associação da Indústria dos Veículos para Trabalho).

Zeus afirma já possuir protótipo totalmente funcional. E no início de junho acertou com o município de Sacramento, Califórnia, a entrega de cinco veículos até o quarto trimestre deste ano. Primeiro passo numa jornada gradual rumo ao objetivo da operação global em 2024.

Embora a visão pareça ambiciosa considerando o estágio tão incipiente da empreitada, a reposta dos primeiros investidores impulsionou Zeus. A startup afirma ter atraído até agora US$ 751 mil em capital numa rodada organizada pela Silicon Prairie Capital Partners. Excedendo os esperados US$ 500 mil. Agora, Zeus iniciou abertura de nova rodada com alvo bem mais ousado: US$ 50 milhões.

Apesar de convencer o grupo inicial de investidores, um ponto chama a atenção: tecnicamente, Zeus detalha poucos os veículos. Foca-se mais em como o conceito pode atender a crescente demanda por comerciais elétricos do que propriamente as características dos veículos. Aspectos como fornecedores de motores, inversores e baterias são pouco mencionados.

Por outro lado, pesa favoravelmente a Zeus o crescente número de fornecedores destes componentes. O que diminui ligeiramente os enormes desafios envolvidos na empreitada. E caso consiga atender o ainda pouco explorado segmento de caminhões vocacionais, poderá desfrutar do pioneirismo no mercado.

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